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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Memória da Vida (YI YI)
As Coisas Simples da Vida (Yi Yi)
Possivelmente, minha descoberta do ano. As Coisas Simples da Vida é o ultimo filme de Edward Yang (o diretor veio a falecer em 2007), uma ode a vida e a seu continuo movimento.
Yang fez um filme, quase, tão grande quanto a própria vida. Um ciclo continuo de dúvidas, romances, remorsos e rostos. Se não podemos pintar nosso próprio quadro do jeito que gostaríamos, podemos sonhar e nós lembrar, a nossa maneira, daqueles que cruzam nossos caminhos.
Acompanhamos a rotina de uma família e seus dilemas na Taiwan moderna. O tratamento honesto e simples das diversas faces do amor é acompanhado pelo peso esmagador que a metrópole exerce sobre os personagens. Talvez esse seja o filme que melhor aborda o cotidiano e o cansaço da vida na cidade. A melancolia é presente, mas é acompanhada por uma beleza tão inocente e sutil que é difícil não se conectar ao fascinante mosaico de Yang, cada quadro do filme deveria ser emoldurado e pregado na parede.
Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0244316/
Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0244316/
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Memória da Neblina
Of everything that stands, the end.
Procurando seu pai
desconhecido, dois irmãos atravessam a Grécia na esperança de chegarem à
Alemanha. Em meio a viagens em trens e de um país devastado, o amadurecimento
ocorre de maneira abrupta e cruel.
Paisagem Na Neblina
é a contemplação da busca pelo inexistente. A cor cinza toma conta da tela,
enquanto os personagens passeiam por um limbo de almas penadas que, como os irmãos, se encontram perdidas e desamparadas. A neblina define paisagens fantásticas e surreais de um
horizonte sem fim. Angelopoulos ainda compõe impressionantes
enquadramentos dos rostos de seus personagens, que por si só, já são belas paisagens.
Movendo-se lentamente,
existe um filme metafísico que soube muito bem se utilizar de planos longos
para criar uma um mundo perdido, abandonado e com dias contados. Paisagem
na Neblina é um filme desolador, que consegue captar perfeitamente o ar
que respiramos.
Música do título:
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Memória de Amarcord
Sonho
de Rimini.
Existe algo
profundamente nostálgico e melancólico em Amarcord. Após vê-lo pela quinta vez, a sensação é de se visitar um velho amigo, é uma troca mútua de experiências e emoções. A força dos filmes
de Fellini reside na conexão, quase imediata, que o espectador faz com seus personagens.
Aqueles rostos e cenários Fellinianos me são familiares, como se eu vivesse no saudosismo de suas imagens.
Amarcord talvez seja o
filme que mais dependa dessa conexão. Baseando-se nas memorias da cidade natal
do seu diretor, o filme é uma experiência compartilhada de ternura, jovialidade e beleza. Igualmente onírico a outras obras de Fellini,
Amarcord é o sonho da juventude. Lugar de verões intermináveis, paixões
platônicas duradouras e festas surreais, que proporcionaram imagens inesquecíveis para mim. Amarcord permanece como um dos melhores sonhos que o cinema proporciona.
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